sexta-feira, 14 de maio de 2010

A sinceridade que dizem que tenho...

Me comove!!

Não fujas da ponta da pena
Palavra amiga,
Necessito de ti.
Tua plenitude ameniza a tensão,
Os efeitos de uma humildade falsa.

Quem me dera ser um terço do que dizes que sou...
Anjo...

Pode um anjo ser tão mesquinho e egocentrico?
Pode um anjo mascarar tão bem as proprias vontades?
Sou um anjo sim,
De uma beleza singular,
Dentro do meu proprio Ego!

Então me perguntas o que desejo,
E com a maior falsidade respondo
Que desejo apenas ajudar na evolução...

Mentira!
Feia e Deslavada!
Desejo na verdade carregar toda a Terra nas costas!
Desejo na verdade ser vista assim,
Como o anjo que dizes que sou!

Por isso palavra amiga,
Me guarde dentro de ti,
E da pena que inventei agora só pra dizer que escrevo bonito!
E não me deixes nunca,
Morrer sedenta de teu sabor,
Morrer na praia por não saber nadar.

Porque são as tuas letras,
Teus verbos e conjunções,
Que me fazem transpassar,
De uma beirada á outra,
Os vazios dentro de mim...

                                                     by: CaH

2 comentários:

  1. Qual a diferença entre mascaras e espelhos?
    Qual a diferença de mascara de anjo e reflexo de anjo?

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  2. Me lembrou deste:

    "Sou a força inercial de repouso do todo existencial
    Sou a existência probabilística de um cientista
    Sou o caos ordenado de um vaso agora colado
    Espaço-tempo, sonho-lucides, morte-vida...
    Suspiros agonizantes do desfalecer de sobriedade
    O câncer mecânico de uma sociedade decadente
    Sou todo teoria, o nada de ação...
    Parábolas; um quantum de cálculos renais...
    Sou a paixão derretida do cotidiano mórbido
    Um zumbi de porfiria, a engrenagem errada da maquina,
    O orgasmático verme humano (mundano)...
    Estendo a mão e estupro a demência social de meu ser...
    Por fim, deito e durmo...
     
    Construindo edificações extra-sensoriais,
    Empalo a rigidez dos ideais pessoais
    Escarrando chumbo no baseado dos filósofos.
    Sou a falência orgasmática niilista,
    Uma força visceral do piche excomungado,
    O cotidiano solidificado em homem,
    A bola de muco da saudosa fuligem
    Eclipsando-me em leite materno...
    No entanto, rolo e não durmo..."

    Acho que não está completo...

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