A menina brinca na janela.Os pés e as mãos á luz do sol.Os olhos atentos olham ao mesmo tempo pro filtro pendurado e para as nuvens la atrás.A respiração doce combina com o ar de tarde e o cheiro de céu.Criança de novo.
levada pelo desejo do mistério, observa atenta as mais variadas formas e lembranças que sua mente cria.O ar lhe estica o peito,lhe abraça,lhe aconchega,e aperta forte o livro em seus braços.Seu próprio cheiro lhe desperta.Seus dedos quase morrem de alegria;Virar as paginas!O ato de tocar o intocável,livros são mesmo muito mágicos.
Um instante de inocência pura!
Não que não desse razão a juventude transviada,mas ela simplesmente sentia.Difícil dizer.
Pequenos conjuntos de sentidos,dentre os 20 conhecidos pela ciência,200000 entram em sintonia.
O livro apertado contra o peito sussurra -"Para uma menina com uma flor".
Com voz de lirios a contra-capa responde:
"Seu corpo,pouco a pouco
Abre-se em pétalas...Ei-la que vem vindo
Como uma escura rosa voltejante
Surgida de um jardim imerso em trevas.
Ela vem vindo...Desnudai-me,aversos!
Lavai-me,chuvas!Enxugai-me,ventos!
Alvorecei-me,auroras nasciturnas!"
Ei-la aqui,adorável inocência que a transforma em menina de novo,e troca o medo de se apaixonar,por um belo sorriso azul.
by: CaH
Não sei, mas até que poderia ser sobre a "mesma menina":
ResponderExcluir"A beleza de uma mulher está na inocência, disse uma vez a um amigo, que me respondeu que não existe inocência. De fato, não soube o que dizer e concordei.
Alguns dias depois cruzei com uma garota, colega de classe, ao sorrir para me cumprimentar serviu-me de uma visão atordoante, um sorriso que mais era um desabrochar de vida em minha humilde e decrépita existência. Um sorriso que não via a muito tempo, e me veio a mente a palavra inocência. Este sorriso me lembrou o sorrir e gargalhar de uma criança, algo que quem tem irmãos nunca deixa de presenciar. Esta era a inocência da qual me referi, em meio de uma vida de desilusões, desânimos e depressão, me deparo justo com magnificência celestial deste sorriso.
Agora me ponho apaixonado e ludibriado por um sorriso de uma estranha. Sou um poeta, um ladrão, um viciado contando os dias, esperando e me escondendo na esperança de roubar e flagrar outro destes sorrisos deferidos a qualquer pessoa, não importa. É o sentimento de vida e o regresso a infância o qual acalma minha mente. Contando os dias, os minutos, os segundos por mais uma fração deste milagre encontro uma esperança e uma paixão, algo inocente."