Da maconha, do pó
Do tabaco e do álcool
Vale a loucura do ator
Quando abre-se em flôr
Sobre as luzes no palco...Bastidores, camarins
Coxias e cortinasSão outras tantas pupilas
Pálpebras e retinas...Nem uma dôce oração
Nem sermão, nem comícioÀ direita ou à esquerda
Fala mais ao coração
Do que a voz de um colega
Que sussurra "merda"...
Noite de estréia, tensão
Medo, deslumbramento
Feitiço e magia
Tudo é uma grande explosãoMas parece que não
Quando é o segundo dia...
Já se disse nãoFoi uma vez
Nem três, nem quatro
Não há gente, como a gente
Gente de teatro
Gente que sabe fazer
A beleza vencer
Prá além de toda perda...
Gente que pôde inverter
Para sempre o sentido
Da palavra "merda"Merda! Merda prá você!
Desejo
Merda!
Merda prá você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite
E sempre a merda...'(Caetano Veloso)
Mais nada a declarar...

Não. Realmente, não há gente como a gente,
ResponderExcluirgente de teatro.
Amo. *-*